Youtube: Grandes marcas saem da rede social e Google pede desculpas

O chefe das operações europeias do Google desculpou­se publicamente com seus anunciantes, depois da escalada da crise sobre conteúdo extremista no YouTube ter levado grandes marcas como a varejista inglesa Marks & Spencer e a agência de publicidade Havas a suspender seus anúncios no Google. \”Quero começar dizendo que sinto muito\”, disse o presidente de negócios do Google na Europa, Oriente Médio e Ásia, Matt Brittin, na conferência Advertising Week Europe. \”Pedimos desculpas. Quando algo assim acontece, assumimos responsabilidade por isso.\”

Apesar das desculpas públicas, ele recusou­se reiteradamente a responder como o Google vai exatamente administrar o escândalo. Na semana passada, uma reportagem investigativa do jornal londrino \”The Times\” revelou que anúncios patrocinados pelo governo do Reino Unido e por marcas como Sainsbury\’s e L\’Oréal foram exibidos ao lado de conteúdo inapropriado no YouTube.
Entre o material havia vídeos gravados pelo nacionalista americano defensor do separatismo branco David Duke, por um egípcio defensor do terrorismo e pelo pastor fundamentalista cristão Steven Anderson, que já elogiou o assassinato de homossexuais.

Brittin dividiu o palco da conferência, ontem, com Keith Weed, diretor de marketing da Unilever, um dos maiores anunciantes do Google no mundo. \”Nossa equipe falou com muitas das marcas afetadas e muitas marcas estão preocupadas\”, disse Brittin. O Google anunciou que vai modificar suas políticas de anúncios e a forma como controla e coloca no ar anúncios em suas plataformas de forma apropriada.

Mais especificamente, o Google prometeu que vai exercer mais controle sobre os lugares em que os anúncios são inseridos e que vai melhorar a fiscalização de conteúdos questionáveis. São esperados mais detalhes nesta semana sobre essas mudanças

Atualmente, o Google apenas revisa o conteúdo que é denunciado como inapropriado por seus usuários. A empresa apontou o enorme volume de vídeos carregados no YouTube ­ 400 horas por minuto ­ como motivo pelo qual não policia todo o conteúdo de forma proativa. Cerca de 98% do material denunciado no YouTube é revisado em 24 horas, segundo o Google.

\”Sabemos que podemos fazer ainda mais aqui\”, disse Brittin, acrescentando que o Google investiga novas formas para lidar mais rapidamente com as queixas. Brittin também disse que o Google busca modificar os controles que proporciona aos anunciantes e agências, tornando mais fácil e simples para as marcas controlarem exatamente onde seus anúncios foram inseridos.

O Google pretende reescrever suas políticas de vídeos e sites nos quais é possível anunciar, aumentando o rigor, por exemplo, sobre vídeos com comentários polêmicos e discursos de ódio.
Brittin disse que as ferramentas do Google funcionam bem \”na maioria das situações\”, destacando que o problema se limitou a um \”punhado de impressões\” e que as somas envolvidas eram de \”centavos, não libras\”. Ainda assim, admitiu: \”Precisamos melhorar\”.

Ontem, a Marks & Spencer tornou­se mais uma empresa a congelar sua publicidade no Google e YouTube, depois da revelação de que os anúncios da rede varejista britânica foram exibidos ao lado de vídeos defendendo o extremismo.
Grandes marcas, como a agência de publicidade Havas, a BBC, a Lloyds, a L\’Oréal e a Audi, já tiraram seus anúncios do ar. Outras empresas, como a Sky, também estudam fazer o mesmo, após embaraços similares.

\"\"

Michael Roth, CEO da Interpublic, um dos maiores grupos mundiais de publicidade, disse ontem que embora sua empresa ainda não tenha congelado os gastos com o Google, ameaçou fazê­lo se o grupo de tecnologia não agir rápido para solucionar o problema.

\”Se eles não puderem solucionar isso, não vamos participar. Eles vão sofrer economicamente\”, disse Roth, ao \”Financial Times\”. \”Tomamos a decisão consciente de não congelar, mas falamos com eles sobre nossas preocupações e nos certificamos de que eles estão no processo de rever isso. Eles precisam colocar sistemas em funcionamento. Cabe a eles fazer isso. Se eles conseguiram crescer, enquanto empresa, de onde estavam para onde estão agora, então estou certo de que vão poder encontrar uma solução.\”

Fonte: Valor

Compartilhe!

Advogados Especialistas em Direito Regulatório e Sanitário

Atuamos com foco em consultoria estratégica e contencioso administrativo junto à ANVISA, VISA Local, INMETRO, IPEM, LACEN e demais autarquias. Nossos profissionais possuem sólida formação e experiência prática no setor regulado.

Anos de Experiência no Setor Regulado

Nossa trajetória é marcada por uma atuação consistente e estratégica no atendimento a empresas dos setores farmacêutico, alimentício, cosmético, saneantes e produtos para a saúde. Conhecemos de perto os desafios regulatórios e sabemos como superá-los com segurança.

Reconhecimentos, Certificações e Parcerias Estratégicas

Nossa equipe é reconhecida por sua excelência técnica e possui certificações específicas em Direito Sanitário e Regulação. Atuamos em parceria com entidades como ALANAC, CRF/SP e Sindusfarma, reforçando nosso compromisso com a conformidade e a ética.

Agende sua Primeira Consulta Agora!